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A criação de Orbis, o submundo transformado num paraíso



 No início em Orbis, um planeta não evoluído por não ter nenhuma vida, existia apenas o caos, o nada. O vazio. Abar, deus dos deuses, era o rei de todo o céu e terra não habitados. Abar, pai de Kaluna e de Grarrad, morava num céu chamado Abarcur. No princípio existiam vários céus, e todos eles era subordinados a Abar. Kaluna era a deusa do caos, do vazio. Comandava o submundo e a desordem. Grarrad era o deus da harmonia dos seres e dos planetas. Kaluna tinha por missão proteger e resguardar o planeta Orbis, que era sem forma e sem vida. Abar, deus dos deuses, com o objetivo de dar um sentido para a existência de Orbis, deu a missão ao seu filho Grarrad para organizar o planeta e o povoar de seres extraordinários que venerariam para sempre os deuses criadores e mantenedores de Orbis. 

 Grarrad criou e por isso foi pai da deusa Traiad, a deusa que comandava o solo e todos os frutos que provinham dele. Deu a vida também a Riadrid, deus dos rios e mares, e de todos os seres que os povoavam. O responsável pelos eventos climáticos era Ciadrid, e pelos ventos o deus Ventriad. Assim se dava o início da harmonia na criação de Orbis. 

 Depois de ter organizado seus filhos para a criação da vida em Orbis, Grarrad os deu a missão e autorização para começar a harmonização desta terra que era vazia e sem forma.

 Traiad, a deusa do solo, no dia de Dragar, o primeiro dia, fez brotar da terra uma grande árvore frutífera que chegava até os céus, e seus galhos cobriam toda a terra de Orbis, fornecendo sombra a todos. Após a árvore atingir seu maior tamanho, ela produziu bons e enormes frutos, e estes caiam no solo e davam a origem a novas árvores formando assim, gradativamente, vastas florestas. Traiad criou também a grama para ser macia e produzir outras vidas. 

 No segundo dia, o dia de Silá, Riadrid, Deus dos rios e mares, criou toda a diversidade de fontes de água doce e salgada em Orbis. Riadrid criou desde os mais pequenos dos seres das águas doces, até os mais grandes dos imensos mares salgados. 

 Ciadrid, deus dos eventos climáticos, no dia de Truet, o 3⁰ dia, organizou a vida entre o céu e a terra. Ciadrid criou a chuva, e o orvalho. As estações do ano, e o tempo certo de tudo produzir e florescer. 

 No 4⁰ dia, dia de Uriater, Ventriad, o deus dos ventos e do ar, era o responsável por soprar sobre a terra e lhes fornecer a brisa e o ar para respirar. Ventriad trabalhava junto de Ciadrid nos momentos em que Orbis necessitava receber a chuva, e também quando precisavam a mandar embora. Ventriad, nas praias dos mares, formava com seu vento a ondulação das ondas, e assim se dava a beleza ao horizonte.

 Todos os filhos de Grarrad tinham realizado uma grandiosa transformação e criação em Orbis. Tudo era belo e perfeito. Tudo era harmonioso e colorido. 

  Abar, deus dos deuses, certo dia resolveu passear por Orbis para contemplar e analisar as belezas da criação. Percebeu que faltavam 3 coisas completar a criação. Abar encheu Orbis de diversos animais de 2 e 4 patas para povoar e reproduzir, e para que pudessem dar sentido ao lugar criado. Todos os animais era semelhantes, e com poucas características diferentes. A única diferença entre os animais eram suas cores, para que pudessem dar brilho ao local. Todos os animais eram bons, e não tinham maldade em nenhum de seus atos. Comiam as graminhas e bebiam água na mais pura calma e delicadeza. 

 Abar decidiu criar um ser igual aos deuses, porém sem poderes, apenas com a inteligência para que pudesse cuidar do jardim. Na areia da praia, Abar modelou e criou o ser humano, com o nome de Moiá. Com o apoio e força de todos os deuses, deram a vida a ele. Como companhia a ele, criaram um ser parecido, porém com cabelos longos, e com dois seios. Denominaram este ser como ser mulher, e lhes deram o nome de Maluá. Maluá foi criada e gerada dentro de Moiá, e após ser gerada, foi posta para fora por um buraco na barriga de Moiá que deram o nome de umbigo, e assim ficaram conectados até quando fossem bons o suficientes para merecer o paraíso chamado Orbis.




Mito da criação do mundo criado por Mateus de Souza Cordeiro para a matéria de História Antiga, do 1º ano do curso de licenciatura em história da Universidade Estadual do Paraná, UNESPAR, ministrada pelo Profº Drº Lucas Alves da Silva.

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